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Sim, a decepção, em determinadas circunstâncias de nossas vidas, pode ser uma grande aliada. Às vezes, com o coração cheio de paixão ou de sonhos, não conseguimos ver com clareza o mundo ao nosso redor.

Enxergamos tudo de maneira distorcida, aumentada ou diminuída. A mente cria expectativas que, muitas vezes, não coincidem com a realidade que nos cerca. Vemos qualidades não existem naqueles com quem nos envolvemos e por quem estamos extremamente apaixonados ou iludidos, assim como vemos também defeitos naqueles com quem não simpatizamos.

 

 

 Quando apaixonados, “cegamos”, isso é fato. Enaltecemos a visão do outro, acreditamos nas suas palavras, ouvimos coisas que nem foram ditas ou distorcemos o sentido exato daquilo que nos foi dito, construímos castelos de sonhos, achando que o outro está caminhando na mesma direção que nós. Às vezes, está mesmo, e isso se chama amor correspondido, que pode levar a uma relação gostosa e satisfatória.

 

No entanto, quando o outro a quem amamos não sente o mesmo por nós, quando está envolvido apenas sexualmente ou movido por um sentimento menos intenso, a situação fica complicada e pode trazer dores. É nesse contexto que surge a decepção. Quando começamos a esperar por atitudes que nunca acontecem, por decisões que jamais serão tomadas, e quando observamos melhor o comportamento dessa pessoa, prestando atenção no que nos é dito nas entrelinhas, nas promessas diretas e subliminares não cumpridas, quando vemos o tempo passar e nada mudar, então começamos a vivenciar um sentimento de desapontamento muito grande, não raro, acompanhado de decepção.

 

Na verdade, nestes casos, os fatos já estavam lá, mas nós não conseguíamos enxergar, por conta da intensidade dos nossos sentimentos e do grau de envolvimento. Neste caso, não podemos culpar diretamente o outro. Há ocasiões, sem dúvida, em que este outro nos seduz propositalmente, que fica conosco por egoísmo ou vaidade, que sabe do poder que exerce sobre nossas carências, e por isso nos manipula ao seu bel prazer. Mas há situações também onde esse outro está mesmo meio perdido quanto aos próprios sentimentos e vai levando a relação conosco sem se preocupar com o que sentimos. Ou seja, não tem, de fato, a intenção de nos ferir. Mesmo que não queiramos ver, um dia a máscara cai e nos decepcionamos.

 

Embora pareça ser algo ruim porque dói, a decepção é uma grande aliada, podendo nos alertar quanto à necessidade de fechar este ciclo com esta pessoa, de seguir por outro caminho, abrindo mão de uma relação que anda círculos, que não nos levará a lugar algum. É pura perda de tempo alimentar uma ilusão com alguém que não valoriza os nossos sentimentos, que olha em direção oposta à nossa, que não sente o mesmo por nós. Não é fácil para quem ama tomar uma decisão desta, mas é o certo a se fazer, pois o amor próprio deve ser soberano em qualquer circunstância. Só posso amar de verdade o outro, se eu me amar intensamente.

 

O amor tem muitos conceitos, mas se estamos falando do sentimento verdadeiro de amor que une as pessoas de um modo geral, sobretudo os casais, este tem que ser baseado ema atitudes. É preciso priorizar a pessoa amada, cuidar, prezar, estar inteiro ao seu lado, preocupar-se de fato com sua vida, jamais ignorando sua presença, faça chuva ou faça sol. Sabe aqueles dizeres do casamento, “na tristeza e na alegria, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te e respeitando-te”? É por aí, é isso mesmo. Nada de ignorar o ser amado nos fins semana e amá-lo de segunda a sexta. Nada de amar somente se o amado tiver feliz e arrumadinho, nada de restrições. O amor é amor à essência, que se completa com a materialidade dos corpos. Amor é colocar o outro em evidência, é não falar mal dele nem para si mesmo, é reconhecer seus defeitos, enaltecer suas qualidades; amor é junção, é cumplicidade, é mistura gostosa de sonhos e projetos, sem que se perca a individualidade. Amor é tanta coisa gostosa, é sensualidade, é leveza, é desejo, é paixão, é bem-estar, é companheirismo, é respeito ao ser individual do outro, é apoio, é manha, é encantamento, é alegria, é luz, é paz, é harmonia. Amar é estar feliz.

 

 

Portanto, não abomine as decepções que vivenciar em sua vida. Ao contrário, preste atenção às lições que elas lhe trazem. Pode ser a forma que a vida encontrou de lhe mostrar que estar trilhando um caminho errado. Se não conseguir livrar-se da dor da decepção, a EFT pode ser de grande ajuda, por é uma técnica que remove os bloqueios emocionais e dores físicas, a partir de batidas com os dedos nos canais meridianos do corpo. Chamada de Acupuntura Emocional, a EFT tem ajudado muita gente a se libertar de sofrimentos, de forma rápida e eficaz.

 Goretti Lima – Terapeuta em EFT, dezembro, 2013

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